O que há de bom por aí?
Não há nada de bom por aí
O que há de bom por aí?
Algo de bom pode existir?
Ele sofre, ela sofre
Ele morre, ela morre
Eu vejo todos
Todos os porcos num banquete
Eu vejo o anjo
O anjo que ali serve de tapete
Eu vejo os ossos
Os ossos do anjo
Ele era um dos nossos
Não era um estranho
Eu vejo os porcos bebendo da vida
Eu vejo os mortos de vontades perdidas
Ali está a fonte dos exageros
Hipócritas, maldito pecador
Acendem e apagam a chama do isqueiro
Mas não sentem seu ardor
Ali está o início e o fim
O início da dor e o fim do amor
É assim, é assim o inferno
É assim o diabo, que veste um belo terno
E é humano de cabo a rabo
Sua bíblia é uma nota
E não nota que essa é a última frase de sua anedota
O lar do profano; o lar de todo o mal
Este mal é o humano que vê o errado e acha normal
Na folha que cai, na flor que apodrece
Desse ciclo não sai e nele se esquece
Que o mundo se foi; essa verdade ninguém merece
Mas, se há um ou dois
Que ainda acreditam, é o que há de bom
E são dignos de minha prece
Solte sua voz, diga o que te entristece
Desate as amarras e os nós; liberte-se!
Esperar por ajuda é aceitar-se incapaz
Que sua fala não seja muda, grite pela paz
Plante a muda do saber, do amor e da educação
Regue-as, e seus frutos não saberão dos tempos que ficaram para trás.

Testeee
ResponderExcluirbgjhvhv
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